quinta-feira, junho 03, 2010

Rimas [52]

Há sempre dificuldade,
De se poder encontrar
Um amigo de verdade
Que nos queira ajudar.


Uma vida mais humana
Vivida em liberdade,
Deverá ser concebida
Com natural humildade.


A vida é um bem precioso
E só o sabe gozar
Quem gosta de trabalhar
Ou que seja talentoso.


Sempre traz a paz consigo
O coração convertido.
Porém sendo pervertido
Será da paz inimigo.


O frio é combatido
Com uma boa lareira.
Assim e desta maneira
O frio será vencido.

Ao passar a tempestade
Aparece a bonança,
Que inculca esperança
De trazer felicidade.


Na vida tudo tem preço
Para vender e comprar
E ganhos apenas tem
Quem souber negociar.


São as nossas esperanças.
Eis uma boa razão
P’ra trazer no coração
Sempre todas as crianças.


A fim de as corrigir
As coisas más conhecer
E as boas aprender
Para sempre as possuir.


Que ninguém ouse dizer
Ser proibido sonhar
Tal era como negar
O direito de viver.


Uma feira de vaidades
A vida de muita gente.
Vida algo insolente
Repleta de falsidades.

sexta-feira, junho 05, 2009

Rimas [51]

Talvez cerca de metade
Poupa tempo a rotina.
Assim sendo determina
Que terá utilidade.

É moral obrigação
P’ra crescer em segurança,
Oferecer à criança
Amorosa protecção.

Haja bastante animação
Para bem alto cantar,
Pois os pares vão dançar
Com grande animação.

Não se pode descrever
O futuro do futuro.
Também algo de seguro
Impossível é saber.

O passado já findou.
P’ra uns foi afirmação,
Para outros ilusão
Que saudades não deixou.

Quem ensina à criança
As regras da liberdade,
Aposta na esperança
De haver mais felicidade.

A paz só vai existir
Se há justiça e perdão.
Justiça das leis a vir
E o perdão do coração.

A partilha abrangente,
Justa é e rigorosa,
Se contemplar muita gente
De maneira generosa.

As mãos podem construir
E muitas coisas fazer.
Para quem não as possuir
É complicado viver.

O sorriso da criança
É puro, imaculado.
Um sopro de esperança
De futuro melhorado.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Natal

É Natal. Um bom Natal
Com saúde e alegria.
Dia tão especial
De paz, festa e magia.


O sentido do Natal
Está a ser pervertido.
O Natal é convertido
Em grotesco Carnaval.

domingo, setembro 28, 2008

Rimas [50]

Não há nada p’ra ninguém!
O que havia acabou
E a esperança também
Esse caminho trilhou.

O desespero maldito
Assaltou o coração
E ali transformou em mito
O que fora ilusão.

O passado foi risonho,
O presente é tristeza
E o futuro um mau sonho,
Uma negra incerteza.

Deste modo vegetando
Sem a força que resista
E o tempo lá vai passando
Com a morte já à vista.

O passado foi risonho,
O presente é tristeza
E o futuro ...

quarta-feira, julho 30, 2008

Rimas [49]

As coisas são o que são!
Direi para começar
Certa ser a afirmação.

A qual não ouso negar
E por amor à verdade
Nela vou acreditar.

Lealdade e liberdade
Deverão coexistir
Para bem da humanidade.

Se no erro persistir,
Será bom reconhecer
Que faz mal em progredir.

É preciso combater,
Com as armas da razão
Quem teimar em não dizer:

As coisas são o que são!

quarta-feira, junho 25, 2008

Rimas [48]

Dar asas à ilusão,
Para sonhar acordado
Com a quimera ao lado.

Dar asas à ilusão,
Voar, voar sem parar,
Mas pensando em voltar.

Dar asas à ilusão,
Para sempre conseguir
Viver feliz a sorrir.

Dar asas à ilusão,
Fonte é de alegria
E de muita fantasia.

Dar asas à ilusão,
Constitui prioridade
Para haver felicidade.

Sonhar paz será paixão,
Mas só paixão verdadeira,
Se for condição primeira

Dar asas à ilusão.

sábado, maio 03, 2008

Rimas [47]

Nascem sempre dos queixumes,
Com razão ou sem razão,
Disparatados queixumes

Nascem das más companhias,
Com razão ou sem razão,
Estúpidas alegrias.

Nascem das grandes paixões,
Com razão ou sem razão,
Enormes contradições.

Nascem das más aventuras,
Com razão ou sem razão,
As maiores desventuras.

Nascem dos maus sentimentos,
Com razão ou sem razão,
Tresloucados pensamentos.

Nascem coisas mesmo chatas,
Com razão ou sem razão,
Das situações caricatas.

Nascem, se há harmonia,
E desta vez com razão,
O amor e a simpatia.