Quarta-feira, Junho 28, 2006

Rimas [30]

A não ser que a vida rode
E fique paralisado,
Com mais ou menos agrado
Cada um faz o que pode.

Para bem gozar a vida
E daí tirar proveito,
Ser alguém sempre perfeito
É condição requerida.

Acabar serenamente
A Deus roguei essa sorte
E graças a Deus a morte
Abraçou-me ternamente.

Óbvio mais obviamente
Palavras da moda agora.
Ditas são constantemente,
Porque ninguém as ignora.

Sempre Deus seja louvado
Mais os Santos e as Santas
E as bênçãos serão tantas
Conforme for desejado.

O passado preservando
Defendemos o porvir
E mãos à obra, portanto,
Toca já a reunir.

Há pessoas ignoradas
Com muita sabedoria.
Mas outras há endeusadas
Com escassez de valia.

A vida é a escada
Que se pretende subir.
Quanto tal se conseguir
A meta é alcançada.

Até as mãos desarmadas
Milagres podem fazer.
Basta serem comandadas
Com as ordens do dever.

Com qualquer sopro abana
E demora a ser feita.
Frágil e tão imperfeita
Só a justiça humana.

Quem tiver a triste sina
De ser mau e pecador,
Pois em paz e com amor
Fique na graça divina.

Muitas lutas e feridas,
Incertezas e certezas,
Alegrias e tristezas,
Tudo há nas nossas vidas.

Ser aprendiz vale mais
Que quem diz tudo saber.
Coisas novas aprender
Bom é e nunca demais.

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