Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

Rimas [35]

Cantigas do passado
Saudosamente lembradas,
Com ternura e agrado
Sempre serão escutadas.

Nesta vida sem sentido
E sem saber quanto dura
Nela sigo já perdido
Nas ruas da amargura.

Na hora da despedida
Sempre há constrangimento.
Mas a volta é vivida
Com geral contentamento.

Namorada ideal
Será a que me quer bem,
Portanto é natural
Que goste dela também.

Fazê-lo com alegria
Mais a fé a não faltar,
Se canta a Avé-Maria
Cantar também é rezar.

Das amarguras das dores
E da tristeza sentida,
Podem nascer belas flores
Que dulcificam a vida.

Tudo que causa horrores,
Terá em certa medida,
Sempre maus e bons valores
Em descida ou subida.

Ninguém será de ninguém,
Oxalá seja verdade.
Mas se alguém for de alguém
Renega a liberdade.

De facto sempre a vida,
De maneira absoluta,
É verdade ser regida
Pelas normas de conduta.

A vida é utopia,
Uma vera palhaçada,
Nunca teve melhoria
Pois sempre foi malfadada.

Serenos e radiantes
Nesta vida sem defeitos,
Ficaremos confiantes,
Viveremos satisfeitos.

A paz é bem precioso
Que é preciso alcançar,
De modo harmonioso
Mas custe o que custar.

Por linhas tortas
Decorre a vida.
Nas horas mortas
Não é sentida.

As coisas leves
Não são pesadas
As quadras breves
São engraçadas.

Amor primeiro
Que bem se tece,
É verdadeiro,
Jamais esquece.

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