Cantigas do passado
Saudosamente lembradas,
Com ternura e agrado
Sempre serão escutadas.
Nesta vida sem sentido
E sem saber quanto dura
Nela sigo já perdido
Nas ruas da amargura.
Na hora da despedida
Sempre há constrangimento.
Mas a volta é vivida
Com geral contentamento.
Namorada ideal
Será a que me quer bem,
Portanto é natural
Que goste dela também.
Fazê-lo com alegria
Mais a fé a não faltar,
Se canta a Avé-Maria
Cantar também é rezar.
Das amarguras das dores
E da tristeza sentida,
Podem nascer belas flores
Que dulcificam a vida.
Tudo que causa horrores,
Terá em certa medida,
Sempre maus e bons valores
Em descida ou subida.
Ninguém será de ninguém,
Oxalá seja verdade.
Mas se alguém for de alguém
Renega a liberdade.
De facto sempre a vida,
De maneira absoluta,
É verdade ser regida
Pelas normas de conduta.
A vida é utopia,
Uma vera palhaçada,
Nunca teve melhoria
Pois sempre foi malfadada.
Serenos e radiantes
Nesta vida sem defeitos,
Ficaremos confiantes,
Viveremos satisfeitos.
A paz é bem precioso
Que é preciso alcançar,
De modo harmonioso
Mas custe o que custar.
Por linhas tortas
Decorre a vida.
Nas horas mortas
Não é sentida.
As coisas leves
Não são pesadas
As quadras breves
São engraçadas.
Amor primeiro
Que bem se tece,
É verdadeiro,
Jamais esquece.
Sexta, pela graça de Deus
Há 13 horas

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