Sábado, Janeiro 28, 2006

Rimas [16]

E finalmente
Chegou a hora
E com demora
Infelizmente.

As justas leis da razão
Nunca serão esquecidas,
Nem mais ou menos
Na mundial confusão.

Eram já favas contadas,
Como todos concluíram.
Porém as contas saíram
Completamente furadas.

Vai-se andando, é a vida,
E com ar de sofrimento
Mostrará o desalento
De pessoa já vencida.

Após ser distribuído
Com justeza e arreganho,
Ficará tudo bem ganho
E nada nunca perdido.

Quem decide viajar
Sempre quer fazer figura.
Igualmente se apura
Na maneira de trajar.

Por estar atrapalhado
Coisa com coisa não digo.
De acertar não me desligo
Pois quero ser ajudado.

Do mal o menor,
É claro que sim
Se for o maior
Terá um mau fim.

Falo com arte,
Aqui e ali,
Ali e aqui
E em toda a parte.
(a palavra em itálico não consta do manuscrito)

Se vais dizer não,
Deves ponderar
E deixar falar
O teu coração.

Se vais dizer sim
És a minha fada,
Dá aos outros nada
E é tudo para mim.

Se fores neutral
Seguirás em frente
Não ligas à gente
Todos ficam mal.

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

Rimas [15]

Combater o mau feitio
É tarefa espinhosa.
Chega a ser desafio
Com solução duvidosa.

O sentido do dever
Norteia quem é ousado,
Que no querer e fazer
Será sempre admirado.

A lenta reflexão
Conduz aos bons resultados.
A pressa tem o condão
De os gerar complicados.

É bem vinda a mudança
Que nos leva a sonhar.
Sempre há esperança
Que seja p’ra melhorar.

Cada um é o que é
Conforme o seu fado quis
E vale a pena ter fé
Na luta p’ra ser feliz.

Não mata, mas mói
No tempo que dura.
Decerto que dói,
Mas sempre tem cura.

Nunca. Talvez não digas.
Sempre e que sim.
Esta via sigas
Sempre até ao fim.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

Rimas [14]

Parar para meditar
O que preciso saber
E depois recomeçar
O que estava a fazer.

Fazendo jus à pobreza
Nada somos, nada temos
E fracos por natureza
Também tudo nós tememos.

Impossível é negar.
Andar bem ou mal disposto
Logo se nota no rosto,
Não se pode disfarçar.

A quem tem fome dar pão
Acto é de caridade,
Que nos traz felicidade
E alegra o coração.

Antes torcer que quebrar.
Se torcer terá conserto.
Se quebrar é desconserto
Que não dá para reparar.

Entre gente que a não tem
Não mostres erudição.
Atitudes de pavão
Não ficam bem a ninguém.

Com amor e devoção
Sirva o seu semelhante.
Leve sempre por diante
Tão nobre obrigação.

O que convém explorar
É o lado bom da vida.
Esperança renascida
Que devemos abraçar.

Tanto se me dá
Que haja ou não.
Porém quando há
Não é ilusão.

O vento que passa
Traz a tempestade
E mais a desgraça
Também é verdade.

Sábado, Janeiro 14, 2006

Rimas [13]

Afinal, touros de morte,
Qual a melhor solução?
Sim ou não? Deite à sorte
P’ra resolver a questão.

Caiu que nem um patinho.
Coitado foi enganado,
Seguindo pelo caminho
De todos o mais errado.

Não é tarde nem é cedo,
Pois será agora mesmo,
Assim já não tenho medo
Que seja feito a esmo.

Atacar forte e feio,
De maneira corajosa,
P’ra de nada ter receio
Vida simples e airosa.

Pois parece, mas não é
Ou também algo que seja.
Nem sempre temos ao pé
Tudo quanto se deseja.

A estratégia certa
Sempre dá bons resultados,
Será a porta aberta
P’ra entrarem os ousados.

Com respeito ao respeito
Não há respeito nenhum.
Tudo tem algum defeito
R pelo menos há um.

Não há mentira alguma
Nem algo a encobrir
A verdade é só uma
Que ninguém vai desmentir.

São mais do que muitos
E nunca demais.
Não meros intuitos
Mas casos reais.

Quarta-feira, Janeiro 04, 2006

Rimas [12]

Cada caso é um caso,
Em tudo são desiguais
Por isso darão aso
A tratos especiais.

Há no lado bom da vida
Algo digno de contar.
Coisa nunca esquecida
Que ficou p’ra recordar.

Emigrante vai para lá,
Para lá vai trabalhar.
Imigrante vem p’ra cá,
Para cá vem labutar.

Nunca é demais saber
E também acreditar,
Que na vida p’ra vencer
Tem vantagem quem lutar.

Certeza sem condições
Advém sempre da verdade
E não sofre restrições
Se houver honestidade.

Mesmo passageira
É a violência,
Na sua essência,
Sempre traiçoeira.

A noite vadia
Tem a bela voz,
Que chama por nós
P’ra alegre folia.

Eu tento saber
De tudo um pouco
E só quem é louco
Não quer aprender.
(a palavra em itálico não consta do manuscrito)