Estão na modernidade
Os autênticos valores,
Preciosos promotores
Do bem na sociedade.
Com mais ou menos sofrer
Na altura de partir,
Obrigatório na vida
É o acto de morrer.
Na velhice prolongada
Da morte não há receio
E dizem que no seu meio
É e será desejada.
Permitirão as virtudes,
Se forem bem aplicadas,
Que sempre sejam tomadas
Positivas atitudes.
Não é demais proclamar,
Em qualquer ocasião,
Só quem tem bom coração
É que sabe perdoar.
Vive sempre a sorrir
Quem feliz pretende ser.
Simples modo de obter
O que sonha conseguir.
Bastará um só olhar
P’ra coisas prometer.
Alegria e prazer
E mais que fantasiar.
Das pessoas dependentes
Os dias não são iguais.
Todas elas diferentes,
Umas menos outras mais.
Pelas estradas dos sonhos
Circulam os corações.
Seguem tristes ou risonhos,
Conforme são as paixões.
Tristeza no olhar,
O rosto angustiado,
Sinais a indiciar
Um coração destroçado.
Dizer não à violência
É generosa opção.
Dizer sim à convivência
É preciosa lição.
Dizer não à falsidade,
Diz quem não é mentiroso.
E dizer sim à verdade,
Diz quem é judicioso.
Dizer não à tirania,
O democrata tal faz
E sim à democracia,
Dirá o amigo da paz.
Dizer não ou dizer sim,
Acção firme quer tomar.
Mas dizer assim assim,
A vida deixa no ar.
As As coisas más já lá vão
E as boas hão vir,
Dirá com muita razão
Quem se quer divertir.
O peregrino caminha
Em frente sem se cansar,
Pensando que adivinha
Algo de bom ir achar.
A mulher que é honrada
Apenas ouvidos tem,
Quando for interpelada
P’ra ouvir o que convém.
Amar com muito amor
Tudo quanto existir,
Pode até fazer na dor
A esperança surgir.
Sexta, pela graça de Deus
Há 13 horas
